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Dead Like Me

Vamos falar de série: Dead Like Me

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Ou, a morte lhe cai bem

Oi meus amigos. Estou aqui de volta para falar mais uma vez sobre séries. Dessa vez não vou falar de nada tão conhecido assim, até porque acho bacana poder variar um pouco e trazer coisas novas pra vocês. Afinal de contas, cultura está em aprender coisas novas, não? Então vamos logo ao assunto.

Dead Like Me foi uma série exibida no canal Showtime, criada por Bryan Fuller (conhecido pelas séries Hannibal, Heroes, Star Trek  Voyager e também Deep Space Nine). Mas Fuller não ficou muito tempo à frente do show. Saiu logo na primeira temporada por conflitos com a MGM (que era parceira do Sowtime na época). Fuller reclamava de cortes em seu enredo e também da falta de profissionalismo, ainda afirma que foi a pior experiência de sua vida.

Mas voltando ao assunto, Dead Like Me é uma série de comédia que mistura um pouco de drama e de humor negro.  Lançada em 27 de Junho de 2003, a série teve 29 episódios em duas temporadas e frequentemente passa batida pelos fãs de seriados. Mas para quem conhece a história, acompanhou e viveu cada minuto de Dead Like Me (assim como eu), ela será para sempre lembrada. A série conta a vida de Georgia Lass (Ellen Muth), uma menina que não aproveitava nada da vida, grossa e mal educada, nunca deixava ninguém se aproximar dela. Que após largar a faculdade no primeiro semestre é forçada a trabalhar. Ela arruma um emprego na agência de serviços temporários Happy Time, e no seu primeiro almoço no trabalho, ela morre. Sua morte foi algo bem triste e comum no dia-a-dia, uma privada do centro espacial, vinda do espaço (centro espacial, no espaço sabe?) em alta velocidade cai em sua cabeça e a pulveriza, literalmente (ok, essa foi a morte mais bizarra que já ouvi falar). Então ela vai pro céu, mentira, ela foi recebida por Rube Sofer e Betty Rhomer, dois grim reapers (ceifeiros) que estavam ali para ajudá-la em seu novo trabalho: ser um deles! Os grim reapers tem a função de coletar a alma da pessoa segundos antes dela morrer, e ajuda essa pessoa a fazer a passagem para o outro lado (paraíso, ou sei lá, essa parte fica no imaginário de cada um). Na real, o ceifeiro até pode recolher a alma depois da pessoa morrer, o problema é que se alguém morre com sua alma, essa pessoa sente toda a dor da morte (o que deve ser foda). Os grim reapers são pessoas que por algum motivo (alguma coisa inacabada) não podem fazer a passagem, então, cada grim reaper  tem um número X de almas pra coletar antes de poder ir pro outro lado. Esse número de almas pode variar entre uma alma, até bilhões de almas, cada um só sabe qual número é esse, quando o atinge.

Em Dead Like Me, os Ceifeiros podem ser vistos pelos humanos, mas sua aparência é bem diferente da aparência que tinham quando morreram. Sabendo disso, Georgia volta a trabalhar no Happy Time (até porque ceifeiros também precisam se alimentar, pagar aluguel e tudo mais) com o nome de Millie. O legal dessa série é acompanhar a evolução de Georgia, que praticamente ganha uma segunda chance. Com o pseudonome de Millie ela tenta se aproximar de sua família, porém ninguém pode desconfiar que seja ela. Além disso, ela passa a mudar sua personalidade, deixando de ser aquela guria fechada, e criando amizades e também aproveitando melhor a vida.

Agora vamos falar um ‘cadin’ dos outros personagens:

Rube Sofer (Mandy Patinkin): Foi morto em 1927 e talvez por isso mantém um vocabulário meio antigo. Ele é uma espécie de líder desse grupo de ceifeiros. Todo dia ele escreve em um post-it amarelo a inicial do nome e o sobrenome completo da pessoa que deve ter sua alma coletada, além do horário aproximado da morte e o local onde acontece, então ele entrega um post-it com informações de almas diferentes para cada grim reaper. Rube é extremamente linha dura e mal humorado, mas tem um enorme coração. Acaba estabelecendo uma ligação de pai e filha com Georgia, tanto que acaba dando um apelido carinhoso pra ela, Amendoim.

Mason (Callum Blue): Morto em 1967 após perfurar sua cabeça com uma furadeira, Mason é alcoólatra e tem problemas com drogas, mas é uma pessoa bem alegre e gente fina, além de ser de longe o personagem mais engraçado da série. Ele acaba virando uma espécie de irmão pra Georgia. Com um sotaque britânico, Mason vive de bicos, e também vive roubando pra ter dinheiro, tanto dos vivos, quanto dos mortos.

Daisy Adair (Laura Harris): Ela entra pro grupo dos reapers quando a ceifeira Betty Rhomer (Rebecca Gayheart) desaparece. Morreu de asfixia em um incêndio em 1938, mas vive mentindo, dizendo que é a atriz que morreu no set de “E o Vento Levou”. Além disso vive contando façanhas sexuais que teve com Clark Gable e Charlie Chaplin entre outros, porém é tudo mentira. Na real ela conta essas histórias pra ninguém perceber o quão solitária ela se sente. Além disso, ela é a paixão de Mason (o que rende muitas risadas).

Roxy Harvey (Jasmine Guy): Foi morta em 1982 por uma amiga que queria roubar sua invenção, sabe qual invenção é essa? As polainas. Roxy faz a linha policial durona, mantém um grande respeito por seus dois trabalhos (reaper e policial), mas está sempre disposta a ajudar Georgia quando necessário.  Esses personagens que mencionei são todos ceifeiros, acho que não tem necessidade de falar aqui dos outros. Mas vou deixar o nome da família de Georgia, só pra fins de curiosidade mesmo. A mãe é Joy (Cynthia Stevenson), o pai é Clancy (Greg Kean) e a irmã mais nova de Georgia é Reggie (Britt McKillip).

A série foi cancelada por baixa audiência, entretanto, produtores executivos chegaram a declarar que a audiência de Dead Like Me era três vezes maior que a média do primetime do canal (Showtime). Para dar um devido encerramento à série, a MGM lançou dia 17 de Fevereiro de 2009 um filme direto em DVD. A história se passa 5 anos após o fim da série. Mandy Patinkin, o intérprete de Rube não assinou contrato e outro chefe, interpretado por Henry Ian Cusick (o Desmond de Lost) assumiu o lugar de Rube. Laura Harris, a Daisy, também não pode atuar devido a sua série “Women’s Murder Club” e ao invés de retirarem a personagem, contrataram outra atriz para interpretar Daisy. A atriz foi Sarah Wynter,(o que fez perder toda a graça da personagem). Os outros personagens como George, Mason, Roxy, Joy, Reggie e Delores retornaram no filme, que serviu como um final para a série, apesar de todas as diferenças.

Do elenco inteiro da série, acho que os atores que mais se destacaram após o final foram Mandy Patinkin, que fez o seriado “Criminal Minds” onde interpretou Gideon nas duas primeiras temporadas, e também Callum Blue que fez o Zod em Smallville.

A série era bem divertida. Tinha um humor negro, mas não pesado, e fazia seu telespectador pensar um pouco sobre a morte e principalmente sobre a vida. E nos  trazia de uma maneira sutil, uma forma de darmos mais valor às nossas vidas, aos amigos, e também a família, afinal de contas, nunca sabemos quando pode vir uma privada voadora e nos fazer em pedaços.

Trailer

Então é isso pessoal, espero que gostem do post. Espero também aquele joinha maroto, e até o próximo Vamos Falar de Série.

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Blastoise Stefens
Ultimo estágio do Squirtle. Cinéfilo, seriemaníaco, vendedor exclusivo de cristais bulerium para Lorde Dragaunus. Nascido e criado no mundo 6, fã de Hitchcock, Spielberg e Ashirogi. Aprendiz de Unagi, Weird e amigo pessoal dos anciões da internet.

Vamos Falar de Série é uma coluna de Blastoise Stefens para o Supremacia Geek. Hoje trazendo a fantástica série Dead Like Me.

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  • Adoro essa série. Assisti faz alguns anos. Hoje não encontro em lugar nenhum.

    • Mateus Stefens

      Realmente é difícil achar, mas em grandes locadoras de DVDs as vezes se encontra. Ou em sites de torrent tbm, mas dai a qualidade não é grande coisa

    • Não ganho nenhum centavo com isso, mas … tem na Netflix.
      Foi lá que assisti tudo.

  • Obrigada Stefens.
    Posso considerar que você ficou de saco cheio da família Lass? rs
    (Um dos comentários mais recorrentes foi o excesso do drama da George e seu núcleo.)

    Obrigada pelo post, terminei convencida a ver o filme apesar das mudanças e de muitas críticas sobre as diferenças de enredo. Você foi leve e imparcial e acredito que é assim mesmo que devemos ser. Ou ao menos admitir que temos preferência X ou Y.

    Sucesso!

    • Mateus Stefens

      Muito obrigado, fico muito feliz por comentar, e principalmente por ver que vc gostou do texto. Realmente fiquei um pouco de saco cheio dos Lass heheheh.

      • Exceto pelo JD certo? 😉

        Assisti o filme. Nem imperdível e tampouco desgraça plena.
        Valeu mesmo. Abraço!

  • Thiago Vinicius

    Alguém sabe o nome da atris que faz “Miile” que é georgia no mundo dos vivos, são duas atrizes diferentes né? por que as cenas em que ela aparece com a aparência “viva” é muito rápido e não dá pra ver direito, fiquei curioso em saber quem é a atriz! ._.

  • Thiago Vinicius

    Alguém sabe o nome da atriz que faz “Mille” que é georgia no mundo dos
    vivos, são duas atrizes diferentes né? por que as cenas em que ela
    aparece com a aparência “viva” é muito rápido e não dá pra ver direito,
    fiquei curioso em saber quem é a atriz! ._.

    • Mateus Stefens

      Acho que são 2 mesmo, mas não sei dizer quem é. Googlei rapidão aqui e não achei nada.

  • Julie

    Mesmo sabendo que foi cancelada, comecei a ver a série e procurarei o filme. Pior que estou adorando ='( Adorei o texto!

  • Fabiana Makiyama

    Só uma observação, sobre Daisy Adair (spoiler): no último episódio, o do Halloween, quando os mortos aparecem com seus rostos verdadeiros, um velhinho a reconhece como uma atriz de seu tempo, confirmando (pelo menos em parte) as histórias que ela contava sobre sua morte no set de E o Vento Levou e sua aparente fama.

    • Mateus Stefens

      pow, vdd. Muito bem observado